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Denso, o Flipboard do vídeo para iPhone, iPad e Android

O co-fundador do Facebook, Eduardo Saverin, divulgou hoje no seu perfil da rede social a Denso, uma aplicação gratuita tipo Flipboard ou Pulse dedicada ao vídeo para iPhone, iPad e Android. Desenvolvida pela Anideo, uma empresa com origem na Singapura, e em colaboração com Saverin, a Denso permite visualizar vídeos com origem em mais de 250 fontes entre as quais BBC, CNN, Wired e VEVO Music.

denso

A Anideo descreve a Denso como «a melhor forma de descobrir novos vídeos e levar os vídeos que queres ver para todos os teus dispositivos».

Por aquilo que já experimentei, a Denso é pelo menos uma boa forma de fazer exactamente isso.

A aplicação agrupa os vídeos por fontes, que por sua vez estão agrupadas por canais (Tech, Business, Music, Cool, entre outras). A interface de utilizador (estou a testar a versão Android) está bem conseguida, sobretudo porque desliga o complicómetro e torna simples o acto de descobrir novos vídeos. Também existe uma janela de busca que apresenta resultados de fontes de vídeo à medida que se escreve.

Mas a principal razão para usar a Denso – e para a aplicação existir – é a possibilidade de descarregar vídeos para o smartphone, tablet ou PC para os poder ver sem ligação à Internet. A funcionalidade requer primeiro um registo na Denso (email e password). Os vídeos podem ser organizados numa dashboard pelo que também é possível subscrever canais.

O modelo de negócio da Denso prende-se exactamente com esta funcionalidade. O utilizador pode descarregar até 2GB de vídeo gratuitamente todos os meses, mas estão disponíveis três pacotes pagos para o caso de quererem mais: Tiny (5GB mês por 1.99 dólares mensais), Awesome (20GB mês por 4.99 dólares mensais) e Ninja (50GB mês por 9.99 dólares mensais).

As aplicações da Denso são interessantes, sobretudo para quem tem tempo livre para gastar durante viagens casa/emprego, casa/faculdade e afins.

A Denso está já disponível para download gratuito.

Android: http://bit.ly/fbadenso

iPhone & iPad: http://bit.ly/fbdenso

Fonte: Facebook, Anideo

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Filed under Tecnologia

As revistas estão mortas. Longa vida às revistas!

As revistas vão sobreviver e prosperar porque nunca fomos tão preguiçosos e nunca estivemos tão ocupados. Porque a vontade de consumir informação e entretenimento de formas cada vez mais rápidas e sofisticadas não pára de crescer. Porque, cada vez mais, queremos só o que nos interessa e esteja adaptado ao nosso estilo de vida.

Somos demasiado comodistas e em breve exigiremos que alguém se ocupe do busy work por nós. Mais do que nunca.

Diagrama

Nunca houve tanta coisa a gritar pela nossa atenção. Mas também nunca tivemos tão pouco tempo para fazer o que gostamos. Mil e um afazeres sobrecargam os nossos dias. Um ou mais empregos, faculdade, família, amigos, etc. Os novos estilos de vida garantem que nunca estejamos ou possamos estar parados muito tempo no mesmo sítio. Estamos sobrecarregados, mas continuamos a querer estar ligados e a consumir conteúdos.

Os novos dispositivos móveis são objecto de cobiça porque nos permitem essa ligação e ainda ficar a par da next best thing, seja ela qual for. Não é tanto uma questão de especificações técnicas, processadores ou memória (e é por vender tecnologia que as tablets Android falham) como é uma questão de «com isto posso ver vídeos, ouvir música, falar com os meus amigos e não perder nada do que se passa no mundo». É uma questão de entretenimento.

There's an App for that

A Web? Essa é uma enorme confusão. Navegar já não é tão empolgante como costumava ser. Hoje estamos mais interessados em encontrar. Não temos tempo nem paciência para navegar pelas profundezas da Web. Somos attention whores numa attention age. Queremos resultados imediatos, queremo-los já, para ontem e sem ter de recorrer à Web.

Daí o sucesso das aplicações móveis dos smartphones, tablets e até dos PCs (vejam a Mac App Store). Elas ensinaram-nos que é possível consumir conteúdos de formas mais rápidas e eficazes. Ensinaram-nos que é possível não perder nada daquilo que nos interessa mesmo que estejamos mais ocupados do que nunca. E elas ensinaram-nos a ser preguiçosos, a optar pela conveniência de encontrar em vez de procurar.

Navegar é uma seca

A nossa crescente preguiça e falta de tempo levará ao surgimento de uma nova geração de revistas (digitais).

Quando os smartphones e tablets se disseminarem quereremos não só rapidez, informação e entretenimento, como a rapidez, informação e entretenimento certos. Quereremos gastar o nosso pouco tempo livre de forma útil, consumindo informação e entretenimento que nos recompensará. Quereremos alguém a ocupar-se do busy work por nós para filtrar exactamente aquilo que nos interessa e de forma personalizada. Quereremos revistas.

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